CARTA DE INTENÇÕES – 2012 – AGIIIF

TURMA DA ÁGUA – Educadora Laís Rechineli – AGIII F

EDUCADORA: Laís de Ramos Rechineli
“Amai a infância; favorecei suas brincadeiras, seus prazeres, seu amável instinto. Quem de vós não teve alguma vez saudade dessa época em que o riso está sempre nos lábios, e a alma está sempre em paz “ J.J. Rousseau
SABERES INFANTIS: AGIII F
Este ano novos desafios pela frente. A turminha é composta em sua maioria por meninos e a faixa etária bem mesclada com crianças ainda bem pequenas que recem completaram 3 anos ou que ainda vai completar. Uma amiguinha cujos pais são Bolivianos, mas ela fala português. A sua composição é: 30 crianças, sendo 16 meninos e 14 meninas. Desses, 01 criança de 2 anos, 11 crianças de 3 anos, 8 crianças­ de 4 anos e 10 crianças de 5 anos. Deste grupo diversificado 9 crianças faziam parte da Turma das Joaninhas em 2011. Há 05 crianças novinhas que estão frequentando a Emei pela primeira vez. Os aspectos: solidariedade e cooperação insidem sobre o grupo desde o periodo da adaptação, garantidos por manterem crianças por mais de um ano na mesma turma. O trabalho desenvolvido há um ou dois anos atrás, está contribuindo significativamente neste processo, uma vez que reforça comportamentos cooperativos e solidários com autonomia de ação. Um lindo modelo positivo para os novos, realizado por crianças, trazendo harmonia ao ambiente educativo. Este ano percebo que as crianças são calmas e já com alguns limites estabelecidos, exceto os pequeninos que se deslumbraram com os diferentes ambientes e nos dois primeiros dias de aula, desviaram-se do grupo, mas como afirmei a questão de limites, tranquilamente estão entendendo as regras de vida da turma. Duas crianças novas na escola e de apenas 3 anos, apresentaram dificuldade de adaptação. Considero que neste sentido, a família não conduziu como o combinado na reunião, faltando alguns dias da primeira semana. Para elas a adaptação deverá ser intensificada na segunda semana, porem sem a presença do responsável. Em último caso, apenas, buscará a criança antes do término do período. De um modo geral são crianças seguras, despojadas e animadas, cujo auto-conhecimento emocional tem contribuído para a criação de um vínculo afetivo comigo. A curiosidade e o encantamento por histórias (Contos de Fadas) têm demonstrado uma auto-motivação, que os tornou capazes, de no segundo dia inventarem uma história coletiva bastante interessante sobre a procriação de uma coelha. Pude perceber que, traçado o objetivo todos se envolveram e participaram da elaboração do texto coletivo. O reconhecimento de emoções em outras pessoas é fundamental para o conceito da alteridade e o que percebi neste grupo é a simpatia entre eles e o entendimento das situações adversas como o cocô que uma pequenina fez na calça nos segundo dia de aula. A naturalidade com que reagiram ao fato me tranquilizou, porque considero uma atitude emocional colaborativa positiva para próximas semanas, nas quais não contarei com mães por perto ou a CHP das professoras da manhã. O grupo das 9 Joaninhas de 2011 foi fundamental nesta semana inicial, pois acompanharam os pequenos-novos ao banheiro, ao bebedouro durante a realização dos ateliês e parque. Além disso apresentaram um desprendimento para acolher os amigos, ajudar, agradar àqueles que, por exemplo, querem um brinquedo, uma massinha que está com outra criança. Suas atitudes demonstraram uma sensibilização à emoção do outro. Tais comportamentos me fazem pensar sobre as habilidades em relacionamentos interpessoais do grupo de 2011, contribuindo para que as 8 crianças remanejadas, ou seja, que eram desta Emei, porém de outras turmas, adotem tais atitudes também, trazendo ganhos para todo o grupo. As curiosidades maiores foram na área externa: parque, casinha e galpão, até porque a sala de aula carece de brinquedos novos, por isso como forma de cativar as crianças recém-chegadas, combinados para a segunda semana foram feitos, envolvendo brincadeiras dirigidas e a elaboração da rotina educativa do grupo. São crianças que além do encantamento com histórias, adoram músicas e que por isso facilitarão o trabalho com as diferentes linguagens, a cultura e a diversidade. O brincar e a cultura serão o foco, essencialmente dos pequeninos. A Educação ambiental, alimentar e o letramento farão parte de projetos nos quais os mais velhos conduzirão e assim motivarão os pequenos. Vale ressaltar que o grupo construirá conceitos a cerca dos eixos da SME, mas com ênfases diferentes, coerentes às diferentes faixas etárias.vO desenho livre é algo que deverá ser bem explorado. Não demonstraram curiosidade por ele, por isso o trabalho com imagens, ilustrações das crianças mais velhas será frequente, pois acredito que dele (o desenho livre) parte os demais desenvolvimentos cognitivos e de pensamento e linguagem. O levantamento dos saberes não é algo que feche os conteúdos conceituais a serem trabalhados, no entanto, serão o ponto de partida para a elaboração da carta de intenções para o ano de 2012.
PLANEJAMENTO ANUAL
INTRODUÇÃO
“Alegrai-vos com os que se alegram e chorais com os que choram. Tende o mesmo sentimento, uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos; condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos seus próprios olhos” (Romanos, 12: 15-16)
Vamos nos esforçar para que o Ser sobrepoha-se ao Ter e a Essência à Existência. Somos efêmeros e assim o é a vida. Vamos procurer perceber que o que não faz bem para nós, também não será bom para o outro. Vamos agir com alteridade. Esses são aspectos imprescindíveis na formação do caráter, por isso são os pilares das estratégias de trabalho deste grupo: os valores humanos.


 DE FERNANDO PESSOA
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…
O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…
Alberto Caeiro, em “O Guardador de Rebanhos”.
DESENVOLVIMENTO
Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil que, por sua vez, está de acordo com o Currículo em Construção/SME, tenho como proposta pedagógica para o Agrupamento III – F deste ano respeitar os princípios éticos, políticos e estéticos. Tais princípios insidem e perpassam os eixos pretendidos pela Secretaria Municipal de Educação, quais sejam: BRINCAR, CULTURA, EDUCAÇÃO ALIMENTAR, EDUCAÇÃO AMBIENTAL, ETNIA e INCLUSÃO  e LETRAMENTO (temas transversais). Ressalto que as regras de vida deste grupo serão construídas, mediante tais objetivos e princípios, no transcorrer do ano letivo. Para o seu desenvolvimento a criança precisa ter referências para situar-se na rotina da Emei. Quando se está num ambiente conhecido e em que se pode antecipar a sequência dos acontecimentos, tem-se mais segurança para arriscar e ousar agir com independência. É isso que espero desses pequeninos.
OBJETIVOS GERAIS
Em se tratando dos princípios éticos, os objetivos visam autonomia, responsabilidade, solidariedade e respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades. Os eixos desenvolvidos neste princípio serão: Educação Ambiental, Cultura, Etnia e Inclusão. Os princípios políticos, dizem respeito aos direitos de cidadania, ao exercício da criticidade e ao respeito à ordem democrática. As diferentes linguagens serão bem trabalhadas, levando-se este princípio em consideração. A democracia do agrupamento vai desde a escolha do nome da turma até a escolha da brincadeira, quando houver mais de uma, pois sempre muitas são sugeridas. Os princícipios estéticos envolvem a sensibilidade, a criatividade, ludicidade e a liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais. Mais uma vez observado o respeito ao grupo, às diferenças de interesses e gosto. O brincar é a mola que impulsionará todos os princípios, por isso tudo se iniciará a partir dele: regras, respeito, motricidade, linguagem, pensamento, lógica, higiene, saúde alimentar, cuidados com o ambiente, ler e escrever. Todos os princípios acima correspondem aos pilares Freinetianos do trabalho docente. Respeitam as perspectivas da Pedagogia Freinet e agregam autenticidade ao cotidiano educativo, pois responsabilizam a todos pelo trabalho desenvolvido, pelo cuidado com o outro, pela alteridade nas ações, exercitando e assim construindo seres sociais e cidadãos de respeito. Este ano decidi por elencar os objetivos conceituais e procedimentais, por verificar que os objetivos atitudinais são únicos e os essenciais para a formação do caráter e valores desta faixa-etária, quais sejam: Identidade, Autonomia, Comunicação, Imaginação, Atenção, Imitação, Memória, Socialização. Vale ressaltar que algumas atividades são permanentes, tais como: as brincadeiras no espaço interno e externo; a roda de história; roda cantada, roda de conversas; os ateliês de desenho, pintura, modelagem, recorte e colagem, escrita no Livro da Vida, o Plano de Trabalho, o Jornal de Parede, a Correspondência Escolar (se houver correspondentes neste ano) e o Texto Livre. Segundo Lameirão (2007, p.21), a criança “(…) ao desenvolver as atividades de correr, saltitar, girar, pular corda… a criança torna-se hábil da cabeça aos pés, e seu corpo mostra-se mais leve, vibrante e até luminoso”.  Percebe-se, portanto, no brincar um modo de evoluir de diferentes maneiras e que  acompanha as diferentes fases do desenvolvimento infantil. Quanto ao ambiente é imprescindível que este seja planejado e adequado à atividade do brincar. Requer, de acordo com Lameirão (2007, p. 25) “(…) condições  para que aconteça”.
OBJETIVOS CONCEITUAIS
OBJETIVOS PROCEDIMENTAIS
BRINCAR
Reconhecimento progressivo do próprio corpo e das diferentes sensações e ritmos que produz.
Iniciativa para pedir ajuda nas situações em que isso se fizer necessário.
Realização de pequenas ações cotidianas ao seu alcance para que adquira maior independência.
Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes brinquedos.
Participação em brincadeiras de “esconder”, “pegar”, “correr”, “subir”, “descer”, “pular”, etc. e em brincadeiras de imitação.
Escolha de brinquedos, objetos e espaços para brincar.
Participação e interesse em situações que envolvam a relação com o outro.
Linguagem do Faz-de-Conta:Interação, utilização e experimentação de regras, diferenciação de papéis sociais.
Fantasias.
Jogos com regras (brincadeiras dirigidas diariamente).
Mediar as relações entre as crianças e os diversos universos sociais nos quais elas interagem, possibilita a criação de condições para que elas possam, gradativamente, desenvolver capacidades ligadas à tomada de decisões, à construção de regras, à cooperação, à solidariedade, ao diálogo, ao respeito a si mesmas e ao outro, assim como desenvolver sentimentos de justiça e ações de cuidado consigo e para com os outros.

CULTURA
Respeito e valorização da cultura de seu grupo de origem e de outros grupos.
Reconhecer e a valorizar as diferenças de gênero, étnico racial e cultural.
Comunicação e expressão de seus desejos, desagrados, necessidades, preferências e vontades em brincadeiras e nas atividades cotidianas.
Respeito às regras simples de convívio social.
Distinguir a cultura urbana da cultura do campo.
 Convívio entre crianças e adultos.
Através das Rodas de Conversa perceber as origens e hábitos culturais diversos do grupo (temos uma amiguinha cjuja família é Boliviana).
Construção das regras de vida e convívio.
Elaboração de uma Carta de Atitudes (Livro Mundinho);
Cantigas de Roda (Palavra Cantada) e Vem dançar com a gente (clipes Palavra Cantada – DVD).
EDUCAÇÃO ALIMENTAR
Higiene das mãos e do corpo, sem ajuda.
Interesse em experimentar novos alimentos e comer sem ajuda, para os pequenos.
Alimentação saudável
Limpeza e organização do espaço que ocupar;
Significar os 5 sentidos através do paladar, tato, olfato, visão e audição.
Construir regras básicas para o trabalho culinário como cuidados com utensílios domésticos (colher, vasilhas, tábua, etc); com a higiene, organização, com as medidas para a receita;
Linguagem matemática: quantificar, estabelecer relação, contar, comparar, classificar, seriar, sequenciar, pesar, medir; discriminar formas geométricas e cores.
Através de histórias, CDs e DVDs Palavra Cantada, mostrar às crianças a importância da alimentação para a saúde, sempre com alegria e integração.
Culinárias mensais
Falar sobre a pirâmide alimentar e construir uma.
Conversar sobre as preferências alimentares – construir um gráfico das preferências, podendo ser de frutas, saladas, pratos principais, sobremesas, etc.
Brincar com o paladar: doce, salgado, azedo;
Descobrindo sabores: frutas
Conhecer as obras de Giuseppe Arcimboldo (imagens da Internet – Google Shearch).
Mural sobre alimentação: dos diferentes horários das refeições (recorte e colagem de encartes de mercado, jornais  e revistas).
Álbuns e painéis.
CDs e DVDs Palavra Cantada: músicas e clipes Bolacha de Água e Sal, Sopa do nenê.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL/ HIGIENE
Importância da água para a vida;
os estados da água; atitudes de conservação e preservação da água;
Valorização do meio ambiente e da natureza para a vida no planeta.
Cuidados com o seu corpo e com a relação que este estabelece com o ambiente (casa, escola, mundo);
Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;
Seres vivos: Animais, Plantas, Diferenças climáticas
Consumo x desperdício;
Organização pessoal de materiais de uso coletivo ou individual;
Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo.
Valorização da limpeza e aparência pessoal.
Valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo.
Procedimentos relacionados à alimentação e à higiene das mãos,
cuidado e limpeza pessoal das várias partes do corpo.
Utilização adequada dos sanitários.
Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo.
Procedimentos básicos de prevenção a acidentes e autocuidado.
Livros  Mundinho das Atitudes – Brinque-Book;
Elaboração de painéis
Germinação a escolher pelo grupo.
Mini Projeto “Árvores existem” livros: A árvore generosa Fernando Sabino; As árvores e os bichos, Mary França. A árvore do Beto, Ruth Rocha; Chico borracha Dervile Ariza;
Árvores brasileiras Volumes I e II; A história do Pau Brasil, Eduardo Bueno; A árvore da alegria, Pedro Macário, a história “Senhora sozinha só” para dramatização que estará acompanhada de trabalhos manuais. Poesias e versinhos sobre árvores. Conhecer o Hino da árvore e outras músicas do Cd Tra-lá-la – a árvore amiga; cd canta criança.
Os grandes pintores que pintaram as árvores?
Brincar com brinquedo feitos de madeira , de papel – Escolha de material para confecção, utilizando o livro de trabalhos com sucatas;
ETNIA/DIVERSIDADE
Aceitar os amigos, o próximo como ele é.
Produzir uma cultura de paz, buscando sempre por relações humanas mais solidárias. Identificação progressiva de algumas singularidades próprias
e das pessoas com as quais convivem no seu cotidiano em situações de interação.
Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, peso, estatura etc.
LIBRAS aliada às diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral, escrita, digital, imagética, gestual e visual – ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido.
Utilizar a linguagem digital, como ampliação das relações com o mundo ao seu redor.
Considerar as diferenças de temperamento dos colegas,  de habilidades e de conhecimentos, até as diferenças de gênero, de etnia e de credo religioso, o respeito a essa diversidade deve permear as relações cotidianas.
Atitudes que transmitam às crianças, valores de igualdade e respeito entre as pessoas de sexos diferentes e permitir que a criança brinque com as possibilidades relacionadas tanto ao papel de homem como ao da mulher: dramatizaçao, casinha de boneca, carrinhos, futebol, etc.
Livros como: Meus porquinhos – Audrey Wood e Don Wood; A Casa amarela – Jardinete Oliveira
O menino brigão que virou um amigão;  A história dos 7 coelhinhos; O coelho e a lebre – Eunice Braido; entre outros.
Músicas, histórias e brincadeiras para reforçar o diálogo em LIBRAS.
Uso dos computadores em sala para trabalhar a linguagem informática e beneficiar as crianças com os softwears instalados que auxiliam no reforço de alguns conteúdos trabalhados concretamente: cores, formas, letras, contagens, criatividade, etc.
LETRAMENTO
Participação no cotidiano educativo em situações em que são  necessarios  o uso da escrita (Painel, Cartaz, Carta, Bilhete, História, Jornal de Parede, Álbuns).
Experiências agradáveis, variadas e estimulantes com a linguagem oral e escrita
Escrita do próprio nome.
Produção de textos individuais e/ou coletivos ditados oralmente (educadora é a escriba)
Prática de escrita de próprio punho, utilizando o conhecimento
de que dispõem, no momento, sobre o sistema de escrita em língua materna.
Respeito pela produção própria e alheia.
Escolha do nome do grupo.
Aprender sobre o funcionamento dos números num contexto específico: o calendário;
Familiarizar-se com uma forma particular de organizar a informação, identificando a passagem do tempo apoiado no calendário;
Vários jogos construídos utilizando os nomes próprios, como, por exemplo, bingo, jogo da memória, dominó.
Atividades escritas, faladas, recitadas, cantadas, digitadas.
Elaboração do texto livre;
Trocas de textos através de correspondências; Empréstimo de livros;
Álbuns dos diferentes temas trabalhados do cotidiano infantil, podendo ser: cores, formas, animais, atitudes, histórias inventadas, dobraduras, pinturas, brincadeiras preferidas, músicas, recontando histórias preferidas, culinária, entre tantos outros.
Calendário: Utilizar o calendário como forma de organizar acontecimentos e compromissos comuns ao grupo, interpretando a série numérica, compreendendo certas regularidades das medidas de tempo, como dia, mês e ano
PROCEDIMENTOS ATITUDINAIS / AVALIAÇÃO
Com base nas leituras feitas do RCNEI (1998), pude verificar no brincar como uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. Entendo que o  brincar funciona como um cenário no qual as crianças tornam-se capazes não só de imitar a vida como também de transformá-la, se devidamente mediadas.
Para mim, também como no RCNEI (1998), o brincar é assim, um espaço no qual se pode observar a coordenação das experiências prévias das crianças e aquilo que os objetos manipulados sugerem ou provocam no momento presente. O brincar desenvolve uma série de habilidades e conhecimentos e, segundo Lameirão (2007, p. 29-30), “(…) a criança que adquire conhecimentos ou habilidades muito antes do previsto geralmente recebe a aprovação dos adultos”. Sendo assim, porque então não proporcionar brincadeiras para tal? Assim sendo, constitui-se em uma atividade interna das crianças, baseada no desenvolvimento da imaginação e na interpretação da realidade, sem ser ilusão ou mentira. A criança torna-se autora de seus papéis, escolhendo, elaborando e colocando em prática suas fantasias econhecimentos, sem a intervenção direta do adulto, podendo pensar e solucionar problemas de forma livre das pressões situacionais da realidade imediata. Assim sendo, do brincar será a principal ferramenta para a construção de habilidades, cognição, psicomotricinadae, afetividade, valores, virtudes, autonomia, respeito, alteridade, pensamento, linguagem, entre tantas mais. A Cultura: Como sujeitos históricos e de direitos, as crianças lançarão mão da cultura e assim nas interações, relações e práticas cotidianas, vivenciarão a construção da sua identidade pessoal e do grupo. Enquanto brincam imaginam, fantasiam, desejam, aprendem, observam, experimentam, narram, questionam e constroem sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura. Através do brincar e da cultura, evidencia-se o conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes entre elas os diferentes conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico. Deste modo, promove-se o desenvolvimento integral delas. Esta carta de intenções visa prossibilitar as vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referências e de identidades no diálogo e conhecimento da diversidade; Cabe ao cotidiano educativo a interação e o conhecimento das manifestações e tradições culturais brasileiras, do letramento, das estratégias que envolvam o brincar e as diferentes linguagens, a integração com o diferente e a diversidade, conforme Brasil, (1998, p. 28-29).

BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil / Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil / Secretaria de Educação Básica. – Brasília : MEC, SEB, 2010.
LAMEIRÃO, Luiza Helena Tannuri. Criança brincando! Quem educa? São Paulo: Editora João de Barro, 2007.
PESSOA, Fernando (1986). O manuscrito de O Guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro. Edição fac-similada. Apresentação e texto crítico de Ivo Castro. Lisboa: D. Quixote, 1986.
ROUSSEAU, Jean-Jacques, Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo, Ed. Nova Cultural, 1999.
AVALIAÇÃO E REGISTRO
            Como instrumentos de registro utilizo diversos, além dos exigidos pela SME:
  1. Livro da Vida que expõe, em forma de diário de bordo da turma, todas as conquistas, decisões e momentos relevantes do grupo. Este  vai para a casa das crianças e mês a mês ele é renovado para possibilitar a disponibilidade das visitas às casas das crianças.
  2. Álbuns, Painéis feitos pelas crianças,Murais, Livros Textos e de Desenhosque durante o ano enfeitam corredores e a própria sala. Os livros e Álbuns fazem parte da Biblioteca de Classe e são emprestados, assim como os livros de leitura às sextas-feiras, ficando à critério da escolha da criança.
  3. Exposições de fotos e dos trabalhos acima elencados, bem como da elaboração de brinquedos ou objetos através da arte do reaproveitamento de materiais são feitos nas festas promovidas pela UE e nas RFEs.

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4 thoughts on “CARTA DE INTENÇÕES – 2012 – AGIIIF

  1. Oi Laís, vim te visitar novamente!
    Me encantei com o seu planejamento e, principalmente, com a descrição que fez inicialmente de sua turma. Deu pra ter uma ideia das crianças, das diferenças…
    Agora vi que você é da rede. Em qual escola trabalha?
    Já me candidato para sermos correspondentes!
    Eu também tenho uma turma de AGIII: a Turma do Trator!

    1. Que legal…a Turma do Trator deve ser fantástica…quase fomos Turma da Moto ou Turma do Carro – eram sugestões, aliás foram 33 ideias diferentes. É isso que dá incentivar com músicas, histórias, conversas..hehehe. Muito bom. Sou da Emei Celisa Cardoso do Amaral e lá temos um blog que foi divulgado ontem, mas sem fotos das crianças até que todos as autorizem.
      http://emeicelisa.blogspot.com
      Dá uma passadinha lá para nos visitar.
      Bjs

  2. Há, olha eu aqui de novo!

    Só agora vi sua resposta no meu primeiro comentário. Vi que trabalha na rede. Naed Sul?
    Eu sou do Noroeste…
    Amei não me sentir sozinha nesse trilhar na sala de aula com a Pedagogia Freinet. É um sentimento tão bom saber que também tem gente se enveredando por estes caminhos. O que me faz pensar: será que tem mais???
    Como é a sua escola? Mais pessoas trabalham com Freinet?
    Um abraço grande,
    Lili

    1. Eu cheguei nesta Emei em 2010 e lá iniciava a proposta. Trabalho sob a perspectiva Freinetiana desde 2003. A escola tá caminhando. Os estudo ocorrem muito pouco e há uma proposta para serem intensificados neste ano. Vamos ver. Bom saber que tenho uma amiga, por enquanto virtual, frenetica como eu…Super beijos!

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