PROFESSORA OU EDUCADORA?

Taí um questionamento que vale a pena. Classifico-me uma professora-educadora. Uma leitura feita do artigo de Rosangela Cristina da Silva me enxerguei plena. Amei as definições feitas por ela. Então hoje me deu vontade de falar sobre isso nas redes sociais. Lutamos novamente por condições melhores de trabalho, lutamos pela qualidade da educação pública, lutamos pela valorização desta profissão-professor (existência) e pela  renovacão das ações como educadores (essência). Não basta colocar os projetos educativos lindamente nos planejamentos. As crianças precisam de mais; precisam que coloquemos os valores humanos, as necessidades das rosas, além do pão, como diz Freinet: “(…) O pão do corpo, que mantém o indivíduo em boa saúde fisiológica. O pão do espírito, que você chama de instrução, conhecimentos, conquistas técnicas, esse mínimo sem o qual corremos o risco de não conseguir a desejável saúde intelectual. E das rosas também – não por luxo, mas por necessidade vital”.  

Gotinhas de boas atitudes é o que queremos. (Turma da Água)

Sou feliz por ser educadora e ainda me encanto com as descobertas das crianças. Ainda me orgulho em ser educadora, porque ser educadora é atuar como uma profissional na arte de melhorar o ser humano. Não sou apenas professora, porque o professor é um profissional comprometido apenas com o conhecimento e conteúdo, no entanto, ser educadora é pegar pra si, assumir o desafio em aprender sempre com seus educandos, pois, eles são gerações mais atualizadas do que a minha. Como educadora almejo o bom uso do conhecimento para chegar a desenvolver nestas crianças grandes consciências. Sou professora-educadora porque quero mais, quero resgatar e fazer com que as crianças percebam a sua importância na sociedade em que estão inseridas. Por isso entendo que nós PROFESSORES, precisamos nos transformar; transformar esta nossa profissão em educadores de consciência. Novamente Freinet complementa a minha intensão: “(…) As crianças têm necessidade de pão, do pão do corpo e do pão do espírito, mas necessitam ainda mais do seu olhar, da sua voz, do seu pensamento e da sua promessa. Precisam sentir que encontraram, em você e na sua escola, a ressonância de falar com alguém que as escute, de escrever a alguém que as leia ou as compreenda, de produzir alguma coisa de útil e de belo que é a expressão de tudo o que trazem nelas de generoso e de superior.” Para mim, somente um educador para realizar tais atitudes. Bom dia!

(Célestin Freinet, Pedagogia do Bom Senso, p. 104-105 )

4 thoughts on “PROFESSORA OU EDUCADORA?

  1. Belíssima proposta de trabalho ! Êste entusiasmo contagia e nos faz acreditar que nem tudo está perdido . Freinet ao apresentar sua Pedagogia , certamente não imaginou que ao acender esta luz , ela se expandisse de tal forma !
    Parabens!

    1. Eu tive o grande prazer em conhecer um Bispo da Igreja Gnóstica que me ensinou sobre aprender com os inimigos – um pouco contradidtório no princípio. Hoje o contexto em que vivo, vejo que o aprendizado tb vem daqueles que discordam de vc e até te criticam. Por isso escrevi esse texto Lili. Qualquer dia te conto a fonte da inspiração. Bjs

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