UMA ESCOLA POSSÍVEL!

FALA DE UMA EDUCADORA APAIXONADA: Lembrando da Educadora Liliam, minha amiga de reflexões e paixões: “Ufa! Não é tudo silencioso então? Brincadeirinha”.

Pois é, uma sala de aula que permite que a vida entre por sua porta e janelas, não pode ser silenciosa, mas deve ser encantadora, promissora, portadora de projetos, pesquisas, curiosidade, desafios…muitos desafios, ou seja, que respeita “o ser” criança, por entender que ela é da mesma natureza que o adulto (Invariante Pedagógico no. 01 – em SAMPAIO, Rosa Maria Whitaker Ferreira. “Freinet: evolução histórica e atualidades”, Scipione, São Paulo: 1989.)

Freinet nos fala de uma outra escola possível, nos idos da década de 30, de uma Escola que, ainda hoje, achamos difícil construir. É esta a escola que eu quero! É essa a escola para o qual trabalho diariamente! A escola ativa e alegre! Com vida! Havemos de chegar lá! 

Eu quero e luto muito por tudo isso (grifo meu).

Freinet diz em 1930  em L’Imprimerie à l’École, fevereiro de 1930 o seguinte:

“Ser humano, ter confiança na criança, evitar ao máximo a opressão, a coação, está muito bem, dizem nossos colegas. O que mais nos interessa é saber como na prática, podemos realizar em nossas turmas esses objetivos desejáveis em toda boa educação”. 

O Desenho que se transforma

Eu digo: O desenho se transformou: Ha dois anos atrás eram garatujas e com a prática do desenho livre nos ateliês, ele ganhou forma e hoje tem requintes técnicos. Tenho o privilégio de acompanhar parte da turma nesses 3 últimos anos. Vejo os progresso, proponho desafios.

Considero: Meninos na Casinha de Bonecas, por que não? Tem até ônibus ali pertinho: o simbolismo e o imaginário infantil ganhando vida e como acredita Brougére: a brincadeira destituída de suas principais características como a liberdade de tomada de decisão, entrada em situação imaginária, prazer, privilégio do processo em relação ao produto final, não pode ser considera como brincadeira no sentido por ele definido. O brincar deve ser livre e espontâneo para ser considerado brincadeira (BROUGÉRE, Gilles. Brinquedo e Cultura. Traduzido por Gisela Wajskop. 4 ed.São Paulo, Cotez, 2001).

Freinet (1930) torna a falar:

“(…) Acreditamos que primeiro é preciso dar à palavra disciplina um novo sentido. (…) 

 O problema da disciplina parece-nos colocar-se do seguinte modo: a criança que participa de uma atividade que a apaixona disciplina-se a si mesma, a menos que o trabalho não a discipline automaticamente”. 

 Brinquedos de casa: não basta trazê-los, precisamos emprestar, zelar e brincar junto .

Eu vejo: Autonomia, Solidariedade, Cooperação. 

Para Freinet (1930), “Nossa verdadeira tarefa consiste em permitir a nossos alunos todas as atividades educativas que satisfaçam sua personalidade, em estudar atentamente a técnica dessas atividades, que supõe uma disciplina motivada pelo objetivo a atingir”. 

                          Mosaico com tecidos – Patchcolagem – Capa para o Novo LIVRO DA VIDA  – Trimestre – II /2012

Novamente Freinet (1930) com sua amorosidade característica: O único critério, então, não será saber se essas crianças são boazinhas, obedientes e tranquilas, e sim se trabalham com entusiasmo e ardor.” 

Então eu pergunto: Será que há dúvidas de que esta escola é possível?
 

10 thoughts on “UMA ESCOLA POSSÍVEL!

  1. Puxa, Laís, fiquei até emocionada com o seu texto. Você conseguiu ilustrar muito bem a fala do Freinet. Eu fico super feliz em ver a pedagogia Freinet saindo do papel e se concretizando no nosso dia a dia com as nossas crianças! Eu também acredito muito que essa escola é possível. E não é porque a praticamos que tudo se torna perfeito, sem conflitos, sem dificuldades. Mas, ao praticá-la, enchemos de sentido tudo o que fazemos com as crianças e estas, vendo o sentido no que estão fazendo, se apropriam e transformam tudo o que fazemos.
    Como disse o Freinet: “Talvez seja um pouco penoso no início; sem dúvida é mais cansativo para o educador do que a direção de um grupo de alunos sonolentos. Mas é a vida! e é, no sentido mais belo da palavra, a educação ativa e alegre.”
    Queria tanto ir conhecer a sua turma…
    Beijo grande, Lili.

    1. Que linda vc é Lili… Vc nem sabe o tanto que sou mais feliz por escutar vc. Eu admiro demais o seu trabalho e, assim qualquer comentário seu vale OURO. Precisamos fazer essas trocas e juntarmos as turmas. Seria maravilhoso. Vamos pensar com carinho??? Bjs amiga!!!!

  2. Laís, muito bom ler suas reflexões. Agradeci minha amiga de trabalho por ter me adicionado no grupo de Educação Infantil e assim “conhecer” vc e a Lili, professoras “freinéticas”. Eu quero e acho que é possível ter uma escola que deixa a vida entrar na sala.
    Beijos, Roseane

    Ah!
    Manda p mim a referência do livro que aparece na foto do ateliê de desenho?

    1. Obrigada pela visita e pelo comentário…A união faz a diferença sim. Fico feliz em tê-la por perto! Vou mandar a bibliografia pra vc sim. Hoje a minha turma assitiu o clipe da Turma do Sitio do Picapau Amarelo repetidamente…amaram…viraram fãs!!!
      Bjs

      1. Minha turma vai ficar muito orgulhosa em saber que outras cças viram o clipe e gostaram. Que delícia isso! Beijos p vc e today sua turma. ROSEANE

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