LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL? QUANDO?

Atualmente quando se comenta sobre o método de ensino, é comum ouvir os profissionais definirem-se como construtivistas, tradicionais, montessorianos, freinetianos enfim, variadas são as teorias que os embasam. Estas diferentes concepções pertencem a dois grandes grupos metodológicos, quais sejam sintéticos  e analíticos. O primeiro deles parte dos segmentos menores da fala e considera que a correta discriminação dos sons e a identificação dos mesmos com o seu sinal gráfico, antecedem a leitura e a escrita. O segundo deles busca a alfabetização com sentido, significativa e para isso, parte de unidades maiores para chegar a unidades menores, porém, cristalizam o processo  em etapas que nada têm a ver como o processo de aprendizagem do aluno.

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LIVRO CONFECCIONADO A PARTIR DO VIDEO “Planeta Água” – (youtube).
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DESENHAR PARA QUÊ? PARA FAZERMOS ESTE LIVRO ESTÁ BOM?
DESENHO É LIVRE NO SENTIDO DE FAZÊ-LO
CONFORME SEU GOSTO, MAS É A PARTIR DO QUE A MÚSICA FALA.

Em Freinet (1996), a criança se apropria do letramento a partir dos tateios e  vivências cotidianas junto aos seus pares. Freinet não valorizou com isso a  abordagem tecnicista, por isso insiste em dizer: “(…) não se pode reduzir simplesmente a utilização de instrumento ou técnicas, se eles estão despojados de sua alma”.Desta forma, dá-se início a esta reflexão aliando a este embasamento teórico, a prática da Turma da Água.   

DIFERENTES MOMENTOS EM QUE SE VIVE O LETRAMENTO

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ATENÇÃO AOS AGENDAMENTOS COTIDIANOS: HOJE É DIA DE QUÊ LAÍS?
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CALENDÁRIO É O QUÊ? PARA QUÊ SERVE? QUANDO SERÁ O “ARRAIÁ DA CELISA?”

Este processo ocorre em diferentes momentos do dia-a-dia infantil, como por exemplo, na Roda da Conversa que tem, entre outras, a função de expressão livre, organização das falas de cada um, interação e autonomia no processo de diálogo (liberdade para a criança que está se expressando concluir o seu pensamento), planejar o dia, contarem novidades e curiosidades, rever combinados. 

O letramento em diferentes momentos do cotidiano educativo da Turma da Água.

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Pesquisa sobre o conhecimento e vivência da Páscoa nas diferentes famílias.
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Ciclo da água – Painel feito depois de muitas histórias, vídeos e poesias.
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Identidade do trabalho: Precisamos colocar o nome.

Através deste instrumento os educadores assumem o Invariante Pedagógico de nº. 8 como uma verdade vivida no dia-a-dia: “Ninguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como máquina, sujeitando-se a rotinas nas quais não participa” (Dias, 1979).

HISTÓRIA DE SACI (História Coletiva para a Peça do Teatro que será apresentada amanhã no Arraiá da Celisa)

HISTÓRIA DE SACI

 

ERA UMA VEZ UMA ESCOLA CHAMADA CELISA. LÁ HAVIA VÁRIOS SACIS EM SUA FLORESTA. ESSES SACIS USAVAM CAPUZ VERMELHO,

CACHIMBO E PULAVAM EM UMA PERNA SÓ. ELES GOSTAVAM DE JOGAR SAL NA COMIDA QUE A COZINHEIRA FAZIA PARA AS CRIANÇAS .

QUANDO A TURMA DA ÁGUA ÍA PARA O PARQUE, TIRAVA SEUS SAPATINHOS E DEIXAVA ARRUMADINHOS, MAS OS SACIS IAM LÁ E MISTURAVAM TODOS ELES. FOI ASSIM QUE ACONTECEU. A TURMA DA ÁGUA TIROU OS SAPATINHOS, ARRUMOU NA SALA E FOI PARA O PARQUE BRINCAR DE RODA. E LÁ FORAM OS SACIS BAGUNÇAR A SALA.

MAS ELES FAZIAM ISSO PORQUE VIAM AS CRIANÇAS BRINCAREM DE RODA E TAMBÉM QUERIAM SE JUNTAR A ELAS.

ENTÃO UM  DIA OS SACIS FORAM ATÉ A RODA E PERGUNTARAM PARA AS CRIANÇAS:

_ PODEMOS SER SEUS AMIGOS?

AS CRIANÇAS RESPONDERAM:

_ SIM, VENHAM BRINCAR COM A GENTE!

OS SACIS SE DESCULPARAM PELOS MODOS E ENSINARAM PARA AS CRIANÇAS A MÚSICA QUE MAIS GOSTAVAM.

 

SACI PERERÊ DE UMA PERNA SÓ

EU CONHEÇO VOCÊ DA HISTÓRIA DA VOVÓ

CACHIMBO NA BOCA SOLTANDO FUMAÇA

SACI PERERÊ VOCÊ É UMA GRAÇA”.

(História Coletiva – Turma da Água)

BIBLIOGRAFIA

DIAS, Ruth Joffily. O Cotidiano na Pedagogia de Freinet. Série Idéias n. 2. São Paulo: FDE, 1994.  

FREINET, Celestin.  As Técnicas Freinet da Escola Moderna.  Editorial Lisboa: 
Estampa, 1996.

4 thoughts on “LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL? QUANDO?

  1. Oi Laís, muito bom o seu texto. A leitura e a escrita são inseridas no cotidiano de sua turma e as crianças trabalham com seu uso real, ou seja, com a função social da escrita, de se comunicar, registrar. Não são meros receptores de algo que não foi produzido para eles, são produtores, são autores. Se apropriam da escrita. Tenho me encantado com seus escritos, com a clareza e com as ilustrações fotográficas! Beijo, Lili.

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